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O Nordeste

O maior canteiro de obras do Brasil!

Composta pelos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, o Nordeste do Brasil compreende área de cerca de 1,5 milhão de quilômetros quadrados (18,3% do país), sendo constituído por nove estados onde vivem, segundo estimativa do IBGE (2010), cerca de 53 milhões de habitantes, quase 28% da população brasileira.

O Nordeste é a região brasileira mais próxima dos mercados europeu e norte-americano, o que lhe confere vantagens consideráveis no comércio internacional. De 2006 a 2011, as lojas de ferragens, madeiras e material de construção cresceram de 83.873 para 110.387; as de material elétrico subiram de 6.917 para 10.499 e as de tintas e materiais para pintura passaram de 5.942 para 7.870.

Segundo Cláudio Conz, presidente da ANAMACO (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), a região que apresentou maior crescimento foi a Nordeste que, em 2011, cresceu 8,22%, seguida da região Norte, com 8,15% e da região Centro-Oeste, com 6,41%. A região Sudeste cresceu 5,57%, enquanto a região Sul apresentou aumento de 3,74%.

Em 2008, o total do PIB do Nordeste alcançou R$ 398 bilhões, o que representa um crescimento de 33%.

 

As indústrias

A maior concentração de indústrias do Nordeste está no centro industrial de Aratu, junto a Salvador. Lá existe uma importante indústria de base: a Usina Siderúrgica da Bahia.

Também próximo a Salvador, em Camaçari, funciona um polo petroquímico, isto é, um conjunto de indústrias químicas que utilizam o petróleo como matéria-prima para a produção de plásticos, fibras, etc.

A segunda maior concentração industrial do Nordeste fica em Pernambuco. Suas indústrias estão localizadas, sobretudo, em Recife e nos distritos industriais próximos: Paulista, Cabo e Jaboatão.

 

Incentivos

Todas as atenções do mercado da construção civil se voltam para o Nordeste. Beneficiando-se de incentivos fiscais dados pelos governos da região, indústrias dos mais variados segmentos voltam seus investimentos para estados como Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, além dos grandes polos industriais de Bahia e Pernambuco.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior revelam que os projetos privados da construção industrial, já contratados para a região, ultrapassam os R$ 2 bilhões.

Em 2006, a região Nordeste passou a figurar com 16,8% do valor adicionado da construção, e a região Sudeste registrou participação de 51,5%. Na região Sul, no mesmo período, a participação foi de 15,5%. Portanto, a região Nordeste entre 2003 e 2006, posicionou-se como a segunda região que mais atrai investimentos da construção, superando a região Sul.

Em pesquisa realizada pelo IBGE e divulgada pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), sobre a Evolução da taxa percentual de crescimento do PIB da Construção Civil nos Estados e Grandes Regiões, a região Nordeste teve o melhor desempenho do Brasil, com 19,9%, frente a 8,1% de crescimento da região Sudeste, 13,7% da região Sul; 11,2% da região Norte e 12,4% da região Centro-Oeste.

O cenário da construção civil é o que mais cresce na capital baiana desde 2010, mas mesmo com o mercado aquecido, falta mão de obra qualificada, como declara o presidente do Sinduscon-BA, Carlos Alberto: “O mercado da construção passa por um momento muito favorável. Levou quase três décadas parado, de 1970 até quase 2000 ficou estagnado. A partir de 2003, 2004, nós estamos experimentando um crescimento bastante acelerado em todas as atividades do setor da construção. Em 2007 nós tínhamos 76 mil trabalhadores com carteira assinada. Hoje temos mais de 182 mil”.

O Nordeste vai crescer ainda mais em 2014. A região é a que mais abriga sedes para a Copa do Mundo de 2014. Das 12 cidades indicadas pela Fifa, 4 são capitais nordestinas: Salvador, Recife, Fortaleza e Natal. Programas como o Minha Casa, Minha vida foram responsáveis por transformar a região no maior canteiro de obras do país. Basta saber que 1/3 das obras do programa foram destinadas ao nordeste brasileiro. São mais de 343 mil residências dentro do programa, totalizando R$ 1,3 bilhão. Isso vai gerar um grande efeito multiplicador em todos os setores da economia local.

A Pesquisa Anual da Indústria da Construção de 2010, do IBGE, analisou a participação do pessoal ocupado e o valor das incorporações, obra e/ou serviços da construção em 2010, segundo as grandes regiões do país e constatou que a região Sudeste é a que detém a maior participação pelos dois critérios: 56,1% e 63,6%, respectivamente.

Entretanto, a região Nordeste foi a que mais acendeu de 2007 para 2010, com ganho de participação de 2,0 pontos percentuais no pessoal ocupado e 2,1 pontos percentuais no valor das incorporações, obras e/ou serviços da construção.

Na região Nordeste destacam-se obras de grande porte, como a transposição do Rio São Francisco, a ampliação do sistema de esgotamento sanitário para o emissário submarino de Salvador, e as ferrovias Transnordestina e Leste-Oeste.
 

Bahia das construções

Em 2010, a construção civil viveu um “boom” em todo o país, com geração de milhares de empregos. A Bahia acompanhou este movimento nacional, e fechou o ano com um saldo recorde de 30.105 empregos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do TEM.

Embora na década tenha ocorrido uma evolução do emprego formal do setor, que passou de 6,1% do total de ocupados em 2000 para 16,5% em 2010, os empregados sem carteira assinada, que representavam 10,8% do total de ocupados em 2010, elevaram-se, em 2010, para o patamar de 16,7% do conjunto dos ocupados.

Da mesma forma, o trabalho por conta própria no setor da construção civil elevou-se acentuadamente no período. Era 7,6% do total dos ocupados e passou para 24,2%.

A Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) tem executado inúmeros programas de qualificação profissional, atendendo setores de várias cadeias produtivas, a exemplo da construção civil. Somente nos últimos dois anos foram qualificados, para esse segmento, cerca de seis mil trabalhadores.

 

Mais postos de trabalho

Nos últimos 12 meses, o estado da Bahia gerou 24.899 postos de trabalho com carteira assinada, sendo 855 postos somente na Construção Civil.

“Para os próximos anos, há grandes obras que contribuirão para garantir o nível do emprego, como a construção da Linha 2 do Metrô na capital, e a construção da ponte Salvador-Itaparica”, observa o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do estado, Nilton Vasconcelos.

 

Sindicato atuante

O PIB Pernambuco cresceu 2,3% no ano de 2012 (PIB geral) conforme site do Condepe/Fidem, a Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco. Já o setor da Construção Civil, 3% no quarto trimestre de 2012.

“A maior participação, não só no PIB como na geração de emprego e renda, sempre foi o setor de serviços, que no caso gerou 513.915 postos de trabalho (emprego formal), dados do Ministério do Trabalho e Emprego de 2011 – este foi o último resultado oficial divulgado, segundo RAIS de 2011” diz Gustavo de Miranda, presidente do Sinduscon-PE.

A construção civil, sozinha, gerou 114.645 postos de trabalho no Estado, apontando um crescimento de 17,7% no emprego formal do setor construtivo de 2010 para 2011.

Segundo dados do governo, o crescimento do setor da construção deve girar em torno de 4%, levando em conta a economia como um todo.

Fonte: Grupo Revenda